terça-feira, maio 31, 2005
O amor, segundo Vinicius (génio, como se sabe)
Sim, sinceramente, amor
Eu não sei o que se passa em mim
É assim como uma dor
Mas que dói sem ser ruim
Sim, é ter no coração
Sempre uma canção
É tão embriagador
Deve ser, sim
Deve ser amor
Eu não sei o que se passa em mim
É assim como uma dor
Mas que dói sem ser ruim
Sim, é ter no coração
Sempre uma canção
É tão embriagador
Deve ser, sim
Deve ser amor
Uma mosca armada em melga
bzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz, vai-te embora!
segunda-feira, maio 30, 2005
O amor, segundo Luís Fernando Veríssimo (génio, como se sabe)
Ela: Você me ama mais do que tudo?
Ele: Amo.
Ela: Paixão, paixão?
Ele: Paixão, paixão mesmo.
Ela: Mais do que tudo no mundo todo?
Ele: No mundo todo e fora dele.
Ela: Não acredito.
Ele: Faz um teste.
Ela: Eu ou fios de ovos.
Ele: Você, fácil.
Ela: Daqueles com calda grossa, que a gente chupa o fio e a calda escorre pelo queixo.
Ele: Prefiro você.
Ela: Futebol.
Ele: Não tem comparação.
Ela: Você esta caminhando, vem uma bola quicando, a garotada grita "Devolve tio!" e você domina, faz dezessete embaixadas e chuta com perfeição.
Ele: Prefiro você.
Ela: Internacional e Milan em Tóquio pelo campeonato do mundo, passagem
e entrada de graça.
Ele: Você vai junto?
Ela: Não.
Ele: Pela televisão se vê melhor.
Ela: Faz muito calor. Aí chove, aí abre o sol, aí vem uma brisa fresca
com aquele cheiro de terra molhada, aí toca uma musica no rádio e é uma
nova do Paulinho. É Sexta-feira e a televisão anunciou um Hitchcock sem dublagem para aquela noite... e o Itamar está dando certo.
Ele: Você.
Ela: Voltar a infância só pra poder pisar na lama com o pé descalço e
sentir a lama fazer squish entre os dedos.
Ele: Você, longe.
Ela: A Sharon Stone telefona e diz que é ela ou eu.
Ele: Que dúvida. Você.
Ela: Cheiro de livro novo. Solo de sax alto. Criança distraída. Canetinha japonesa. Bateria de escola de samba. Lençol recém-lavado. Hora no dentista cancelada. Filme com escadaria curva. Letra do Aldir Blanc. Pastel de rodoviária.
Ele: Você, você, você, você, você, você, você, você, você e
voce, respectivamente.
Ela: A Sharon Stone telefona novamente e diz que se você se livrar de
mim ela já vem sem calcinha.
Ele: Desligo o telefone.
Ela: Fama e fortuna. A explicação do universo e do mercado de
commodities, com exclusividade. A vida eterna e um cartão de credito que nunca expira.
Ele: Prefiro você.
Ela: Uma cerveja geladinha. A garrafa chega estalando. No copo, fica com
um quarto de espuma firme. O resto é ela, só ela, dizendo "Vem".
Ele: Hummm...
Ela: Como, hummm? Ela ou eu?
.... Silencio de 5 segundos ...
Ele: Qual é a marca?
Ela: Seu cretino!
Ele: Amo.
Ela: Paixão, paixão?
Ele: Paixão, paixão mesmo.
Ela: Mais do que tudo no mundo todo?
Ele: No mundo todo e fora dele.
Ela: Não acredito.
Ele: Faz um teste.
Ela: Eu ou fios de ovos.
Ele: Você, fácil.
Ela: Daqueles com calda grossa, que a gente chupa o fio e a calda escorre pelo queixo.
Ele: Prefiro você.
Ela: Futebol.
Ele: Não tem comparação.
Ela: Você esta caminhando, vem uma bola quicando, a garotada grita "Devolve tio!" e você domina, faz dezessete embaixadas e chuta com perfeição.
Ele: Prefiro você.
Ela: Internacional e Milan em Tóquio pelo campeonato do mundo, passagem
e entrada de graça.
Ele: Você vai junto?
Ela: Não.
Ele: Pela televisão se vê melhor.
Ela: Faz muito calor. Aí chove, aí abre o sol, aí vem uma brisa fresca
com aquele cheiro de terra molhada, aí toca uma musica no rádio e é uma
nova do Paulinho. É Sexta-feira e a televisão anunciou um Hitchcock sem dublagem para aquela noite... e o Itamar está dando certo.
Ele: Você.
Ela: Voltar a infância só pra poder pisar na lama com o pé descalço e
sentir a lama fazer squish entre os dedos.
Ele: Você, longe.
Ela: A Sharon Stone telefona e diz que é ela ou eu.
Ele: Que dúvida. Você.
Ela: Cheiro de livro novo. Solo de sax alto. Criança distraída. Canetinha japonesa. Bateria de escola de samba. Lençol recém-lavado. Hora no dentista cancelada. Filme com escadaria curva. Letra do Aldir Blanc. Pastel de rodoviária.
Ele: Você, você, você, você, você, você, você, você, você e
voce, respectivamente.
Ela: A Sharon Stone telefona novamente e diz que se você se livrar de
mim ela já vem sem calcinha.
Ele: Desligo o telefone.
Ela: Fama e fortuna. A explicação do universo e do mercado de
commodities, com exclusividade. A vida eterna e um cartão de credito que nunca expira.
Ele: Prefiro você.
Ela: Uma cerveja geladinha. A garrafa chega estalando. No copo, fica com
um quarto de espuma firme. O resto é ela, só ela, dizendo "Vem".
Ele: Hummm...
Ela: Como, hummm? Ela ou eu?
.... Silencio de 5 segundos ...
Ele: Qual é a marca?
Ela: Seu cretino!
U não nacional
É uma espécie de nouveau chic, ser pelo não. Um verdadeiro albergue... francês.
Junta papas do politicamente incorrecto, como José Pacheco Pereira, com papas do politicamente correcto, como Francisco Louçã. Junta Nuno Rogeiro a Jerónimo de Sousa. Manuel Monteiro a Fernando Rosas. Jaime Nogueira Pinto a Domingos Abrantes.
Eis, em todo o seu explendor, o não nacional (não confundir com União Nacional).
Junta papas do politicamente incorrecto, como José Pacheco Pereira, com papas do politicamente correcto, como Francisco Louçã. Junta Nuno Rogeiro a Jerónimo de Sousa. Manuel Monteiro a Fernando Rosas. Jaime Nogueira Pinto a Domingos Abrantes.
Eis, em todo o seu explendor, o não nacional (não confundir com União Nacional).
C'est la vie
Non, ou a vã glória de mandar.
Caldeirada power
Aproveitem, que hoje a dobradinha deve estar em saldos...
sexta-feira, maio 27, 2005
Sexta-feira, 27 de Maio
Lisboa devia ser sempre assim. Uma ponte.
Galinha
Quem a tem, chama-lhe sua.
Antes o choco
É certo que a coisa mais simpática que o Vitória de Setúbal tem é mesmo a cor das camisolas. Mas há momentos em que devemos sublimar as divergências. Assim sendo: Viva o choco frito e quem o apoiar!
quarta-feira, maio 25, 2005
Margherita
Lá fora está um calor de ananazes. Mesmo a pedir umas boas margheritas. Com sal, claro.
terça-feira, maio 24, 2005
A kiss is still a kiss - Play it again, Sam
(...) The simple facts of life are such
They cannot be removed
You must remember this
A kiss is still a kiss, a sigh is just a sigh
The fundamental things apply
As time goes by
And when two lovers woo
They still say, "I love you"
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by
Moonlight and love songs
Never out of date
Hearts full of passion
Jealousy and hate
Woman needs man
And man must have his mate
That no one can deny
Well, it's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die
The world will always welcome lovers
As time goes by
Oh yes, the world will always welcome lovers
As time goes by
They cannot be removed
You must remember this
A kiss is still a kiss, a sigh is just a sigh
The fundamental things apply
As time goes by
And when two lovers woo
They still say, "I love you"
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by
Moonlight and love songs
Never out of date
Hearts full of passion
Jealousy and hate
Woman needs man
And man must have his mate
That no one can deny
Well, it's still the same old story
A fight for love and glory
A case of do or die
The world will always welcome lovers
As time goes by
Oh yes, the world will always welcome lovers
As time goes by
segunda-feira, maio 23, 2005
Tigres de papel
Divulgado o verdadeiro (?) défice, dois pontos:
1. Confirma-se que a proclamada competência de Bagão Félix, uma verdadeira fraude com pernas, é um dos maiores mitos da política portuguesa. Felizmente, o mito morreu, de vez, e o senhor devia pintar a cara de preto antes de sair à rua. Por (muito) menos do que isso, no velho Oeste, enchiam-no de alcatrão e penas!
2. E a dama de ferro? Que dizer dessa imitação barata? Já não apenas que Deus a guarde e lhe dê muita saúde. Agora, é mesmo caso para dizer que Deus lhe perdoe.
1. Confirma-se que a proclamada competência de Bagão Félix, uma verdadeira fraude com pernas, é um dos maiores mitos da política portuguesa. Felizmente, o mito morreu, de vez, e o senhor devia pintar a cara de preto antes de sair à rua. Por (muito) menos do que isso, no velho Oeste, enchiam-no de alcatrão e penas!
2. E a dama de ferro? Que dizer dessa imitação barata? Já não apenas que Deus a guarde e lhe dê muita saúde. Agora, é mesmo caso para dizer que Deus lhe perdoe.
6, 83
Défice de 6,83. Citando Mota Amaral, não chega a ser um curioso número.
Pouca-vergonha
A frase do ano: «Fomos sérios», Luís Filipe Vieira, 22/5/2005
Eles que paguem a crise
Se são assim tantos, os benfiquistas que paguem a crise!
O défice
6, 83
Injustiça
Ontem, durante os festejos da ralé, senti a falta de muitos no alto daquela camioneta de caixa aberta.
Estavam lá os jogadores, é certo, os dirigentes, sim. Mas faltavam lá alguns dos principais responsáveis por esta conquista do Benfica: Mário Mendes, Paulo Paraty, António Costa, Bruno Paixão, Pedro Henriques e tantos outros.
Não é justo. Tantos árbitros que mereciam também ali estar, a festejar o título neste campeonato, que passará à História como o campeonato da vergonha.
Estavam lá os jogadores, é certo, os dirigentes, sim. Mas faltavam lá alguns dos principais responsáveis por esta conquista do Benfica: Mário Mendes, Paulo Paraty, António Costa, Bruno Paixão, Pedro Henriques e tantos outros.
Não é justo. Tantos árbitros que mereciam também ali estar, a festejar o título neste campeonato, que passará à História como o campeonato da vergonha.
sexta-feira, maio 20, 2005
Défice (qual défice?)
Se a neura pagasse imposto... o défice não tinha chegado onde chegou.
quinta-feira, maio 19, 2005
Day After
Depois da prostração, uma nota e um motivo de orgulho.
Uma nota para discordar da ideia de fazer de José Peseiro bode expiatório desta horribilis semana. Não é justo. O Sporting foi a melhor equipa portuguesa da temporada - com um plantel que custa, note-se bem, metade do que custa o plantel do Benfica e um terço do que custa o do FC Porto - e esse é um crédito que deve ser atribuído ao treinador. Não ganhou, paciência. A grande Holanda, a verdadeira laranja mecânica, de Rinus Michels, também não ganhou o Mundial da Alemanha, em 1974, e o da Argentina, em 1978, e ninguém tem dúvidas que era a melhor equipa do mundo.
Um motivo de orgulho: porque, apesar da derrota dolorosa, os sportinguistas presentes no estádio, a sua grande maioria, soube aplaudir a equipa no final do jogo, reconhecendo o fantástico percurso na Taça UEFA. O Sporting chegou onde muitos quereriam e não conseguiram chegar.
Um episódio que me lembra um outro, que ouvi há muitos anos de um grande amigo, uma enorme referência sportinguista para mim, que assistiu um dia a esta cena. Um sócio do Sporting recriminava outro que assobiava a equipa depois de um jogo com uma exibição menos conseguida e um mau resutado. E explicava: «Se o seu filho um dia tiver uma negativa num exame, vai amá-lo menos por isso? Com o Sporting passa-se a mesma coisa».
Chorámos, sofremos, sofremos muito. É a nossa sina. Mas quero dizê-lo: Obrigado Sporting, obrigado aos seus jogadores, à equipa técnica. Citando o cântico, «estamos sempre convosco».
Uma nota para discordar da ideia de fazer de José Peseiro bode expiatório desta horribilis semana. Não é justo. O Sporting foi a melhor equipa portuguesa da temporada - com um plantel que custa, note-se bem, metade do que custa o plantel do Benfica e um terço do que custa o do FC Porto - e esse é um crédito que deve ser atribuído ao treinador. Não ganhou, paciência. A grande Holanda, a verdadeira laranja mecânica, de Rinus Michels, também não ganhou o Mundial da Alemanha, em 1974, e o da Argentina, em 1978, e ninguém tem dúvidas que era a melhor equipa do mundo.
Um motivo de orgulho: porque, apesar da derrota dolorosa, os sportinguistas presentes no estádio, a sua grande maioria, soube aplaudir a equipa no final do jogo, reconhecendo o fantástico percurso na Taça UEFA. O Sporting chegou onde muitos quereriam e não conseguiram chegar.
Um episódio que me lembra um outro, que ouvi há muitos anos de um grande amigo, uma enorme referência sportinguista para mim, que assistiu um dia a esta cena. Um sócio do Sporting recriminava outro que assobiava a equipa depois de um jogo com uma exibição menos conseguida e um mau resutado. E explicava: «Se o seu filho um dia tiver uma negativa num exame, vai amá-lo menos por isso? Com o Sporting passa-se a mesma coisa».
Chorámos, sofremos, sofremos muito. É a nossa sina. Mas quero dizê-lo: Obrigado Sporting, obrigado aos seus jogadores, à equipa técnica. Citando o cântico, «estamos sempre convosco».
terça-feira, maio 17, 2005
Mais Ildo (Tema Cu Bô)
Ca tem alguém na mund
Qui ta mérecé
Morré di sentiment más bonito
Quem podia compreendê
Si motor di vida é amor?!
Qui ta mérecé
Morré di sentiment más bonito
Quem podia compreendê
Si motor di vida é amor?!
Incondicional
Ouvir Incondicional, o disco póstumo do grande Ildo Lobo, cuja morte, há alguns meses, passou (vergonhosamente) quase ignorada em Portugal. Ildo será sempre grande e Portugal não sabe o que perde se continuar a ignorá-lo.
Na véspera da grande final, lembro-me outra vez de quando lhe fui apresentado por um amigo comum, à porta do velho José de Alvalade, pouco antes de um jogo do nosso Sporting.
O mesmo amigo, Agostinho Abade, que me chama agora a atenção para Portugal estar a ignorar outra grande voz de Cabo Verde, que começa a fazer muito sucesso no estrangeiro. A voz é a de Lura. Atenção, pois.
Para já, fiquemos-nos com Ildo Lobo: Paixão é um sentimento c'ses confusão e ses razão /Amor é um mistura d'tud sabor
Na véspera da grande final, lembro-me outra vez de quando lhe fui apresentado por um amigo comum, à porta do velho José de Alvalade, pouco antes de um jogo do nosso Sporting.
O mesmo amigo, Agostinho Abade, que me chama agora a atenção para Portugal estar a ignorar outra grande voz de Cabo Verde, que começa a fazer muito sucesso no estrangeiro. A voz é a de Lura. Atenção, pois.
Para já, fiquemos-nos com Ildo Lobo: Paixão é um sentimento c'ses confusão e ses razão /Amor é um mistura d'tud sabor
sexta-feira, maio 13, 2005
Stuart Little em acção
O doutor Marques Mendes (uma espécie de Stuart Little da política portuguesa) continua a sua campanha de moralização, combatendo incansavelmente a promiscuidade entre o futebol e a política, sem qualquer tipo de cedências.
O PSD acaba de anunciar que o seu candidato à Câmara de Palmela é Octávio Machado (sim, ele mesmo) e um jornal de hoje diz que Dias Ferreira é desejado como candidato na Amadora (o que tornará candidatos autárquicos do PSD todo o trio de comentadores do Dia Seguinte, da SIC Notícias, um programa sobre futebol: Fernando Seara, Dias Ferreira e Guilherme Aguiar). Parece não se confirmar que José Veiga é o nome indicado para o Seixal...
O PSD acaba de anunciar que o seu candidato à Câmara de Palmela é Octávio Machado (sim, ele mesmo) e um jornal de hoje diz que Dias Ferreira é desejado como candidato na Amadora (o que tornará candidatos autárquicos do PSD todo o trio de comentadores do Dia Seguinte, da SIC Notícias, um programa sobre futebol: Fernando Seara, Dias Ferreira e Guilherme Aguiar). Parece não se confirmar que José Veiga é o nome indicado para o Seixal...
quinta-feira, maio 12, 2005
Monopólio
Sem que venha rigorosamente a propósito de nada, recordo-me agora, com grande saudade, de algumas noites, que se estendiam madrugada fora, a jogar ao Monopólio, disputado acirradamente até ao último tostão.
A libra
R. perguntou-me pela libra, essa estranha moeda com a efígie de Sua Majestade que vigora para lá da Mancha. Quanto vale? Enganei-me na conversão. Queria muito ter acertado, mas enganei-me. Felizmente sem grandes consequências. Porque é que os ingleses e adjacentes têm a mania de ser diferentes? Viva o euro! O nosso querido euro. Duzentos paus e pronto.
quarta-feira, maio 11, 2005
Uma ténue linha
Estes são os dias do tudo ou nada. A prova que a linha que separa o sucesso do insucesso - o céu do inferno - é muito ténue.
Tão ténue quanto a infelicidade se distingue da felicidade.
Mas há uma luta que faz parte da condição humana: a luta pela felicidade.
Talvez essa seja a única guerra verdadeiramente justa.
Tão ténue quanto a infelicidade se distingue da felicidade.
Mas há uma luta que faz parte da condição humana: a luta pela felicidade.
Talvez essa seja a única guerra verdadeiramente justa.
segunda-feira, maio 09, 2005
Sapo
Há momentos em que gostava mesmo era de ser sapo. Sim, sapo.
Um sapo verde, claro.
Um sapo verde, claro.